Último dia, último passeio, últimas brigas, primeiro dia de calor. Papai foi pra hemodiálise, Fell ficou dormindo e o resto de nós foi para Notting Hill, um bairro que tinha o Porto Belo Market, que é uma feira de antiguidades. Tinha coisas legais, mas eu não tenho muita paciência para ver e a gente se perdia toda hora porque aquele lugar estava parecendo 25 de março em feriado! Mó lotado e cada um querendo parar para ver uma coisa. A gente acabou se separando do Marcelo, que foi olhar espadas, e andando até metade do mercado, tentando ver o que tinha de bom nas barraquinhas e nas lojinhas. Paramos para tomar sorvete e café e demos meia volta, porque não podíamos voltar tarde, já que ainda tínhamos que almoçar e terminar de arrumar as malas antes que o carro chegasse para nos levar pro aeroporto.
Acabou que ninguém comprou nada e, na volta, nós passamos na lojinha de 1 pound perto de casa para ver se tinha alguma coisa boa. Minha mãe comprou umas coisinhas para casa, o Marcelo comprou um óculos de sol e logo nós chegamos no restaurante/pub, onde nos encontramos todos para almoçar. Comi as ribs pela última vez, dando adeus a essa alimentação extremamente calórica que eu andei tendo, tiramos uma foto final de todos juntos e fomos para casa nos preparar para deixar a terra da rainha.
Banhos tomados, malas fechadas, check-ins feitos pela internet (menos o da tia Nil, que deu pau) fotos descarregadas, câmera emprestada pela irmã super incrível e maravilhosa para o irmão xexelento e gosmento tirar fotos da viagem bacanuda dele e descemos todo para a calçada para esperar o transporte, que não foi britanicamente pontual e atrasou quase meia hora para nos buscar. 16h30 nós botamos as malas no carro, nos despedimos dos moleques e, assim que o carro deu partida, os dois começaram a fazer a dancinha da alegria e da liberdade. Fiquei com invejinha.
Pegamos um trânsito do capeta para chegar no aeroporto. Ficamos 2 horas e fucking meia. Pelo menos, dei uma dormida e o assunto do rádio era interessante: um jogador britânico falando sobre suas impressões sobre o Brasil, dizendo que todo mundo era muito simpático e hospitaleiro e que os problemas de infraestrutura pelos quais nós protestamos são reais e que o Rio nem é tão perigoso assim e que aqui é tudo muito caro (isso vindo de um cara que recebe em libras, vejam vocês!)... Achei interessante. Mas não tão interessante quanto passar a noite em Bruxelas ir para Amsterdã no dia seguinte e passar 20 dias mochilando pela Europa com um amigo.
Chegando no aeroporto, nós corremos para conseguir fazer o check-in da tia Nil e despachar as bagagens de todos e passar pelo raio-x (que estava com mó filona, mas tinha uma moça simpática que disse que eu tinha cara de novinha e elogiou meu vestido e que ficou de boas com o fato do meu pai apitar por causa da prótese metálica que ele tem na perna) e pelo free shop e pegar o ônibus para o avião que estava na remota e entrar no avião para Paris a tempo. O voo foi curto e tranquilo e eu fiquei desenhando no saquinho de vômito. Chegando em Paris, também foi meio corrido, porque só tínhamos 1h para fazer a conexão para São Paulo, mas pelo menos ficamos o tempo todo em trânsito internacional, então não teve muita burocracia. Só passamos pelo raio-x de novo e voilá! Já estávamos perto do portão de embarque.
Entramos no avião e os horários ficaram confusos: Londres, Paris, Brasília, Bruxelas, Amsterdã, oscambal, sono, fome, xixi, sede.
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