Mais um dia de cada um por si. De manhã, a tia Nil foi no shopping, minha mãe foi na Oxford Street (uma rua com lojas de roupa e um brechó do exército da salvação), meu pai e os meninos ficaram dormindo e eu (fiquei enrolando para sair de casa, então não saí cedo o suficiente para poder passar antes na King's Cross Station, onde tem a estação 9 e meio do Harry Potter, com um carrinho enfiado na parede, então só) fui direto pro Shakespeare Globe. Minha mãe ia se encontrar comigo lá depois de ir na Oxford Street, mas acabou se atrasando e não chegou a tempo do tour, frustrada porque a rua era zoada e cara e ela nem comprou nada, e chateada de ter perdido a visita.
Eu fui num grupo de umas 30 pessoas, guiada por uma velhinha engraçada e simpática (e não pelo mocinho ruivo bonito que estava com o grupo das crianças) que foi mostrando todas as partes do teatro pra gente e explicando como as coisas funcionavam naquela época. O teatro é redondo e (à exceção do palco e das arquibancadas) à céu aberto. Os ricos ficavam nas arquibancadas, os pobres no chão descoberto e os hiper ricos no palco, vendo a peça de costas, mas ostentando toda sua riqueza, por estarem o mais perto possível dos atores - que, na verdade, nem eram tudo isso. Só ficavam no coberto porque seus figurinos eram muito caros e não podiam molhar. O teatro pegou fogo num incêndio em 1600 e pouco e foi reconstruído em 1997, tenteando ser o mais fiel possível às técnicas e materiais usados na época, mas com um sistema de segurança contra incêndio. Bom, não dá pra ficar contando tudo que a moça falou, mas foi bem legal conhecer lá! E consegui tirar umas fotos bonitas :D
Saindo de lá, passei pela exposiçãozinha que tem junto com o teatro e fui encontrar minha mãe, que estava dormindo na lanchonete. Juntas, almoçamos um sanduíche e, depois de muito discutir e mudar de ideia mil vezes, fomos (de ônibusvermelhodedoisandareeeeees! :D Única vez que eu andei! O resto eu fiz tudo de metrô e trem) para o Covent Garden, que é um mercado de lojas, barraquinhas e restaurantes, num lugar super bonito, com músicos de rua e mesinhas na calçada e gente andando e flores! Andamos, andamos, andamos, e de repente percebemos que estávamos mal-humoradas, mas não sabíamos porquê. Então, sentamos numa mesinha, comemos crepe e tomamos cerveja, ficamos reclamando dos homens e, de repente, ficamos super bem humoradas!
Então, fomos para o teatro encontrar com o resto do povo, que tinha passado a tarde no estádio do Chelsea e no Museu de História Natural. Chegando lá, meu pai e a tia Nil estavam tomando um café e o Marcelo e o Fell tinham ficado esperando no metrô e o Marcelo ligou dando chilique PORQUE A GENTE TÁ ESPERANDO AQUI HÁ UM TEMPÃO E MIMIMI MIMIMIMI. Novamente: o combinado era às 19h. Se você chegou mais cedo, eu não tenho culpa.
O papai foi embora e nós três entramos no teatro, retiramos nossos ingressos e fomos andando até o nosso lugar. Era tudo bonito e luxuoso! Inclusive todos os degraus que a gente subiu para chegar no nosso acento, que era no quarto andar da platéia, na penúltima fileira. PENSE. A gente viu a peça toda de cima, tenho que se inclinar muito pra frente para enxergar. Mas, era o que dava para pagar. E foi MÓÓÓ LEGAAAAAL! AGAIN: ENTRETENIMENTO É ARTE SIM. ENTRETENIMENTO RULES! Todas as músicas e coreografias eram mega empolgantes e a plateia era mó animada e o cenário era bem bonito e todo mundo cantava super bem e tinha vários homens maravilhosos de sunga!
Saímos de lá empolgadonas, cantando as músicas, e fomos para casa jantar o macarrão de segunda feira, que sobreviveu a semana inteira. Todos arrumaram suas coisas e deixaram tudo encaminhado para o dia seguinte, que já era o dia da volta pra São Paulo, para casa, para a realidade... E depois fomos dormir (menos os meninos, que ficaram até às 4h da manhã acordados esperando as roupas terminarem de lavar e secar).
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