Adultos (leia-se maiores de 24 anos) ontem: "todo mundo pronto, na porta de casa, às 9h!"
Adultos hoje: prontos às 11h.
A justificativa é plausível (eles foram no supermercado comprar comidas para todos) mas fez nós perdermos a troca da guarda e termos que mudar toda a programação do dia, o que é motivo para stress quando se faz parte da minha família (mas devo dizer que a presença das visitas tem amenizado um pouco os chiliques). Isso e o fato de eu precisar de umas 7 tentativas para conseguir criar o blog e personalizar minimamente o layout num computador que desliga a cada 10 minutos e o fato de eu ter esquecido de carregar a bateria da câmera durante a noite.
Enfim saímos de casa, divididos em dois grupos: papai e mamãe pegaram um ônibus pro hospital onde meu pai vai fazer hemodiálise, para aprender o caminho e reconhecer o território e o restante de nós foi andando até a London Bridge. O caminho de casas e parques bonitos e carros vindo pelo lado errado e brigas de trânsito de britânicos nervosos que batem no retrovisor de quem lhes dá uma fechadinha melhoraram meu humor e, de repente, tudo era lindo e pronto. E os 20 minutinhos que eu deixei a câmera carregando sobreviveram o dia todo! :)
Chegamos na London Bridge, que, na verdade, chama Tower Bridge, em 1 hora e, conseguimos pegar mó solzão bonito nas fotos (isso é sorte, porque aqui muda de frio para calor e de sol para chuva a cada meia hora), encontramos com o papai e a mamãe, atravessamos a ponte - e passamos pela parte onde ela abre quando precisam passar navios grandes no Tamisa, que fica bem no meio - paramos para tomar um cafezim e fazer um xixizim no Starbucks, paramos para tomar uma cervejim e um chocolatim num quiosquim, paramos numa outra barraquim pra comer fish and chips (a refeição típica daqui, que é formada basicamente de gordura e tem um gosto que lembra nada) e fomos pra London Tower, que na verdade é um castelo, que virou museu. É enorme e tem um monte de armaduras, espadas, rifles e coisas de guerra, além de ter um quarto montado e várias coroas, cedros e mantos que são UMA OSTENTAÇÃO ABSURDA. Tem uma sala que tem uns diamantes, que a Portuguesa do Nerdcast descreveu como maiores que a cabeça dela, mas a cabeça dela deve ser muito pequena, porque eu descreveria como o tamanho da minha mão. Anyway, chocada. E ainda tivemos uma palhinha dos guardas reais! Tinha uns 5 lá, daqueles que vestem roupa vermelha e o chapéu preto que parece o cabelo da Marge Simpson!
A gente ficou lá a tarde toda, então não deu mais tempo de ir nas outras coisas que a gente queria fazer por perto, porque tudo fecha muito cedo, apesar do sol se por às 21h30. Conseguimos chegar a tempo na Blábláblá Cathedral, que era bem bonita, apesar de não ser muito grande e suntuosa. Quando a gente chegou, estava tendo missa, então não podia ficar circulando nem tirando fotos, só podia sentar num lugar e ficar observando de lá. Mas eu acabei gostando disso. Tinha um coral cantando e eu fiquei meio hipnotizada ouvindo a música e olhando pra igreja... Foi muito bonito. Mas, logo o pessoal quis ir embora, então a gente foi para uma galeriazinha de lojas e restaurantes, onde eu e minha mãe fuçamos umas lojinhas, minha tia foi no banheiro e nós tivemos a segunda DR grupal do dia, para decidirmos que íamos jantar juntos e depois nos dividir: adultos iam para casa e crianças iam andar até o Big Bang. Incapazes de entrar num acordo sobre em qual dos restaurantes à beira do Tâmisa comer, papai, mamãe e tia Nil foram procurar um lugar no caminho para casa e eu, o Fell e o Marcelo, fomos num pub dali mesmo comer uns petiscos antes de começar a andar bagarai (porque o Big Ben tava lonjão). Mas aí conversa vai, comida vem, garçonete desatenciosa e folgada vai, cerveja vem, nós desistimos de ir pro Big Ben e só ficar lá proseando até dar vontade de ir pra casa. Tava gostoso, até a pauta da conversa voltar-se exclusivamente para peitos, feminazis e vídeo games. Um pouco disso, tudo bem. Mas a whole dinner só disso, foi way too much.
Quando começou a escurecer, nós fomos embora e viemos andando para casa. Passamos num supermercado para comprar o chocolate MARS que é uma maravilha de deus e viemos para casa, bem mais rápido do que na ida.
Chegando aqui, os adultos contaram que foram expulsos do ônibus a caminho de casa, porque minha mãe não achava o cartão de transporte dela e o motorista achou que ela estava dando um migué nele para andar de graça, mas que não teve problema porque eles já estavam perto de casa e descobriram um pub/restaurante no caminho que tinha comidas e sobremesas gostosas e baratas! Depois, discutimos sobre o que fazer amanhã, tomamos chá e, enquanto todos foram dormir, eu vim para o banheiro - porque é o único lugar onde a tomada é compatível com o carregador do meu celular e eu não atrapalho o sono da tia Nil - fazer os primeiros posts aqui. Só que agora já são 3h da manhã e amanhã a gente acorda às 8h. Então, isso foi uma coisa meio burra. Maaaas, enfim, to aqui, tava no pic, gosto de escrever e é isso aí.
GUD NÁIT, MA DIA FRIENDS!
COMO FUI ESQUECER DAS MARS BARS? Sempre comprava elas naquelas máquinas! Experimente também "Double Decker", meu chocolate favorito na Inglaterra (e primeira coisa que comi em solo britânico)
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