segunda-feira, 7 de julho de 2014

Tha seventh ov Julai

    Adultos (leia-se maiores de 24 anos) ontem: "todo mundo pronto, na porta de casa, às 9h!"
    Adultos hoje: prontos às 11h.
    A justificativa é plausível (eles foram no supermercado comprar comidas para todos) mas fez nós perdermos a troca da guarda e termos que mudar toda a programação do dia, o que é motivo para stress quando se faz parte da minha família (mas devo dizer que a presença das visitas tem amenizado um pouco os chiliques). Isso e o fato de eu precisar de umas 7 tentativas para conseguir criar o blog e personalizar minimamente o layout num computador que desliga a cada 10 minutos e o fato de eu ter esquecido de carregar a bateria da câmera durante a noite.
    Enfim saímos de casa, divididos em dois grupos: papai e mamãe pegaram um ônibus pro hospital onde meu pai vai fazer hemodiálise, para aprender o caminho e reconhecer o território e o restante de nós foi andando até a London Bridge. O caminho de casas e parques bonitos e carros vindo pelo lado errado e brigas de trânsito de britânicos nervosos que batem no retrovisor de quem lhes dá uma fechadinha melhoraram meu humor e, de repente, tudo era lindo e pronto. E os 20 minutinhos que eu deixei a câmera carregando sobreviveram o dia todo! :)
    Chegamos na London Bridge, que, na verdade, chama Tower Bridge, em 1 hora e, conseguimos pegar mó solzão bonito nas fotos (isso é sorte, porque aqui muda de frio para calor e de sol para chuva a cada meia hora), encontramos com o papai e a mamãe, atravessamos a ponte - e passamos pela parte onde ela abre quando precisam passar navios grandes no Tamisa, que fica bem no meio - paramos para tomar um cafezim e fazer um xixizim no Starbucks, paramos para tomar uma cervejim e um chocolatim num quiosquim, paramos numa outra barraquim pra comer fish and chips (a refeição típica daqui, que é formada basicamente de gordura e tem um gosto que lembra nada) e fomos pra London Tower, que na verdade é um castelo, que virou museu. É enorme e tem um monte de armaduras, espadas, rifles e coisas de guerra, além de ter um quarto montado e várias coroas, cedros e mantos que são UMA OSTENTAÇÃO ABSURDA. Tem uma sala que tem uns diamantes, que a Portuguesa do Nerdcast descreveu como maiores que a cabeça dela, mas a cabeça dela deve ser muito pequena, porque eu descreveria como o tamanho da minha mão. Anyway, chocada. E ainda tivemos uma palhinha dos guardas reais! Tinha uns 5 lá, daqueles que vestem roupa vermelha e o chapéu preto que parece o cabelo da Marge Simpson!
    A gente ficou lá a tarde toda, então não deu mais tempo de ir nas outras coisas que a gente queria fazer por perto, porque tudo fecha muito cedo, apesar do sol se por às 21h30. Conseguimos chegar a tempo na Blábláblá Cathedral, que era bem bonita, apesar de não ser muito grande e suntuosa. Quando a gente chegou, estava tendo missa, então não podia ficar circulando nem tirando fotos, só podia sentar num lugar e ficar observando de lá. Mas eu acabei gostando disso. Tinha um coral cantando e eu fiquei meio hipnotizada ouvindo a música e olhando pra igreja... Foi muito bonito. Mas, logo o pessoal quis ir embora, então a gente foi para uma galeriazinha de lojas e restaurantes, onde eu e minha mãe fuçamos umas lojinhas, minha tia foi no banheiro e nós tivemos a segunda DR grupal do dia, para decidirmos que íamos jantar juntos e depois nos dividir: adultos iam para casa e crianças iam andar até o Big Bang. Incapazes de entrar num acordo sobre em qual dos restaurantes à beira do Tâmisa comer, papai, mamãe e tia Nil foram procurar um lugar no caminho para casa e eu, o Fell e o Marcelo, fomos num pub dali mesmo comer uns petiscos antes de começar a andar bagarai (porque o Big Ben tava lonjão). Mas aí conversa vai, comida vem, garçonete desatenciosa e folgada vai, cerveja vem, nós desistimos de ir pro Big Ben e só ficar lá proseando até dar vontade de ir pra casa. Tava gostoso, até a pauta da conversa voltar-se exclusivamente para peitos, feminazis e vídeo games. Um pouco disso, tudo bem. Mas a whole dinner só disso, foi way too much.
Quando começou a escurecer, nós fomos embora e viemos andando para casa. Passamos num supermercado para comprar o chocolate MARS que é uma maravilha de deus e viemos para casa, bem mais rápido do que na ida.
    Chegando aqui, os adultos contaram que foram expulsos do ônibus a caminho de casa, porque minha mãe não achava o cartão de transporte dela e o motorista achou que ela estava dando um migué nele para andar de graça, mas que não teve problema porque eles já estavam perto de casa e descobriram um pub/restaurante no caminho que tinha comidas e sobremesas gostosas e baratas! Depois, discutimos sobre o que fazer amanhã, tomamos chá e, enquanto todos foram dormir, eu vim para o banheiro - porque é o único lugar onde a tomada é compatível com o carregador do meu celular e eu não atrapalho o sono da tia Nil - fazer os primeiros posts aqui. Só que agora já são 3h da manhã e amanhã a gente acorda às 8h. Então, isso foi uma coisa meio burra. Maaaas, enfim, to aqui, tava no pic, gosto de escrever e é isso aí.
    GUD NÁIT, MA DIA FRIENDS!

Um comentário:

  1. COMO FUI ESQUECER DAS MARS BARS? Sempre comprava elas naquelas máquinas! Experimente também "Double Decker", meu chocolate favorito na Inglaterra (e primeira coisa que comi em solo britânico)

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