Dez horas depois do início do voo, no que seriam umas 3h da manhã no Brasil, nós chegamos no aeroporto de Charles de Gaule, em Paris, onde faríamos uma escala de 8 horas para pegar o voo para Londres. Para passar todo esse tempo, minha mãe teve a brilhante ideia de irmos passear numa vila perto do aeroporto chamada Roissy, onde poderíamos tomar um café e ver a feirinha de antiguidades.
NESTE EXATO MOMENTO EU ESTOU EXTREMANENTE, EXTRAMAMENTE MESMO, EMPUTECIDA PORQUE EU JÁ TINHA ESCRITO ESSE POST INTEIRO, SÓ QUE EU APAGUEI TUDO SEM QUERER E ESSE WINDOWS PHONE DE MERDA NÃO ME DEIXOU RECUPERAR.
E EU JÁ TINHA ESCRITO MUITA COISA. MUITA MESMO. E TUDO PELO CELULAR PORQUE O MEU COMPUTADOR FEZ O FAVOR DE QUEBRAR SEMANA PASSADA E O DA MINHA MÃE NÃO FICA 10 MINUTOS LIGADO SEM DAR PAU.
Eu to muito puta, mano. Muito. Quase chorando de raiva.
No caminho entre o avião e o ônibus que tínhamos que pegar para chegar na cidade onde iríamos tomar um café e ver uma feirinha de antiguidades, nós paramos não uma, mas duas vezes para tomar café. Além de meu pai ter desaparecido sem avisar seu paradeiro pra minha mãe, causando um desencontro desnecessário, do guarda-volumes onde deixamos as malas pesadas ser localizado exatamente na puta que pariu do aeroporto, da minha mãe querer parar a cada 15 minutos para fumar e do ônibus para Roissy estar indo embora no exato momento que nós chegamos no ponto de ônibus. Portanto, esse trajeto demorou aproximadamente duas horas.
Finalmente dentro do ônibus, foram-se mais 45 minutos para chegar até a vila - apesar da moça do balcão de informações ter dito 10 -, passeando por todo o aeroporto, inclusive o lugar onde nós estávamos at first place.
Anyway, chegamos em Roissy e estava tudo lindo e fechado porque era domingo. Atravessamos um parque legalzim e andamos até a feira de antiguidades, cujas coisas mais antigas eram de 2010. Na verdade, não passava de um brechozinho sem vergonha a céu aberto, dividido em tendas (nem tenda tinha em algumas, na verdade! A caneca do Central Perk que eu comprei, por exemplo, estava cheia com água da chuva - prontinha pro chá das 5, olha só!), algumas delas de comida, com funcionários que precisavam dar uma conversada com os pasteleiros do Brasil pra aprender como é que se faz. Eu comi um crepe de nutella e o resto do povo comprou lingüiças e batatas fritas. QUANTA SAÚDE.
Basicamente, não tinha nada para ver na cidade, o que veio a calhar já que a gente acabou perdendo muito tempo pra chegar lá e logo já tinha que voltar pro aeroporto para pegar o vôo para Londres.
Chegando no aeroporto, todos foram tomados por um sono avassalador. Eu fiquei parecendo uma criança, coçando os olhos e dormindo em qualquer canto, andando com o travesseirinho de avião no pescoço. Quando finalmente entramos no avião, eu, que não estivera pensando claramente nas últimas duas horas, percebi que estava sem o travesseirinho que a Ana Claudia tinha emprestado pra gente e estava no meu pescoço até o último momento que eu lembrava de ter vivido! Fui falar com as comissárias e tals, mas elas não puderam fazer nada porque logo o avião começou a andar e não tinha mais como ir procurar no portão de embarque. Então, eu comecei a pensar que ia ter que comprar um novo pra Ana Claudia, mas aí eu dormi.
Acordei uns 50 minutos depois, quando já estávamos para aterrissar, o avião reduzindo a velocidade, quase encostando no chão, ELE LEVANTOU DE NOVO! E aí ficou todo mundo tipo WHAT THE DAMN HELL??!! Até o piloto! Hahaha! Porque veio uma voz falando que ele teve que arremeter o avião e daqui a pouco informaria a razão. Aparentemente, ele só recebeu um aviso da torre de controle de que não ia dar para pousar aquela hora. Aí, ele ficou dando voltas no céu, eu fiquei mó enjoada e eles explicaram que iam aterrissar uns 10 minutos depois porque tinha um avião muito próximo na pista e não tinha espaço para a gente.
Quando aterrissamos de verdade, o Marcelo fez o Sherlock e percebeu que na mala da mulher da frente dele, tinha um travesseirinho igual ao meu, que parecia ter sido colocado de última hora. Com o desprendimento e sociabilidade que Deus deu para ele e não para mim, ele foi lá perguntar para a moça se ela tinha achado o travesseiro no portão de embarque. E NÃO É QUE TINHA, MENINA??? Então, pronto, Nacraudia. Seu travesseiro está são e salvo, de volta em nossas mãos.
Saindo do avião, nossa viagem foi agraciada por mais um caroço: a sacola que tinha todo o dinheiro da tia Nil, o remédio dela, o meu guarda-chuva amarelo e minha cabeça do Friends tinha ficado no avião. Mamãe, então, partiu em resgate da escola e, depois de alguns minutos de tensão, voltou com ela em mãos para a felicidade geral da nação.
Então, nós passamos pelo paranauê da polícia, pegamos nossas malas num lugar onde o teto ecoava nossa voz de um jeito mágico, e encontramos o Fell (que tinha ido em outro voo) a mocinha que nos trouxe (num carro onde o motorista fica na motherfucking direita e que dirige pela pista da motherfucking esqueda) o apartamento que a gente alugou. No caminho vimos mil ônibus de dois andares e a pontinha do Big Ben!
Chegando aqui, fomos recebidos pela simpatissíssima Claire, que falava com uma batata bem pequena na boca, nos instalamos e ficamos tagarelando sobre o que fazer no dia seguinte, já que eu, sendo como sou, tinha feito uma programação para a semana em, tipo, março, mas a vida, como é, mudou tudo. Por fim, os meninos foram no supermercado e fizeram um macarrão a bolonhesa pra nossa janta e depois fomos todos dormir (na horizontal! depois de tantas horas encostando em paredes) felizes e estufados :)
Quantas emoções e confusões! Felizmente tudo se encaminhou para o caminho mais feliz possível!
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